Como a coleção se organiza
Curadoria
Um mapa para que você se sinta em casa e abra as portas que o acolhem. Cada uma leva a um abraço, e nenhuma pede pressa.
Uma coleção com 156 escritos precisa de portas que acolham. Esta página mostra quais existem, para que servem e como eu as pensei: não como um manual, mas como a mesa posta antes de você chegar.
Nesta página: Como a coleção é organizada · Percursos de entrada · Como escolher um escrito · Como uma referência aparece · Como a coleção cresce
Como a coleção é organizada
Quatro portas dão para o mesmo lugar. Dá para entrar pelo gênero, pelo tema, pela referência ou pela sequência.
Gênero: a forma que a pergunta pede
Uma pergunta que só se resolve com um personagem vira fábula. A que pede um lugar visto de perto vira polis. A que nasce de um poema vira escólio. São 12 formas, da mais leve à mais densa, e cada leitor entra pela que couber no seu dia.
- Instantes2 escritos Momentos curtos e soltos, sem tese.
- Mimos1 escrito Pequenos acertos vistos de perto.
- Ode5 escritos Celebração lírica com lastro.
- Reflexão4 escritos Movimento pessoal e introspectivo.
- Manifesto5 escritos Proposição declarativa e convocatória.
- Fábula8 escritos Narrativa alegórica.
- Diário6 escritos Experiência vivida em primeira pessoa.
- Eco8 escritos Retrato de pessoa, instituição ou símbolo.
- Polis5 escritos Lugar, história, poder e tensão social.
- Escólio10 escritos Comentário à margem de um texto.
- Ensaio86 escritos Investigação aberta a partir de uma pergunta.
- Tratado16 escritos Travessia longa entre várias vozes e campos.
Tema: a pergunta que atravessa gêneros
Um mesmo tema aparece num ensaio, numa fábula e num escólio. Cada um dos 12 temas tem uma pergunta central, uma definição e uma ordem de leitura. Estão reunidos em Temas.
- Presença
- Identidade
- Filosofia
- Resiliência
- Espiritualidade
- Vínculos
- Legado
- Justiça e responsabilidade
- Autonomia
- Propósito
- Cuidado
- Tempo
Referência: o nome que o escrito chama para conversar
São 539 nomes, organizados por origem: Ocidente, Oriente, África, Brasil e Cosmopolita. Cada um leva de volta aos escritos em que aparece, e as vozes que mais voltam têm página própria. O índice completo está em Referências.
Sequência: a ordem em que cada escrito entrou
O número romano de cada escrito é a ordem em que ele entrou na coleção. Não é ranking nem ordem de leitura, e não muda. A ordem de leitura é trabalho dos percursos.
Percursos de entrada
Um tema reúne escritos por uma pergunta. Um percurso é uma ordem de leitura com intenção: começa onde é mais fácil entrar e termina onde a conversa pede mais fôlego. Cada passo diz por que está ali.
Se não souber por onde começar, comece por Começar a filosofar. Se quiser ver a coleção inteira antes de escolher, siga A obra em movimento.
- Começar a filosofarPergunta, dúvida, linguagem, humildade e pensamento comum: sete escritos para começar sem pré-requisito.7 escritos · 1 h 02 min
- Atenção e vida contemporâneaPresença, distração, tela e autonomia: nove escritos sobre o que leva a nossa atenção e o que a devolve.9 escritos · 1 h 20 min
- O que permaneceLegado, memória, obra, cuidado e gratidão: nove escritos sobre o que fica de nós e sobre o que recebemos.9 escritos · 1 h 16 min
- Justiça e vida comumDesigualdade, trabalho, poder e responsabilidade: nove escritos sobre o que sustenta, e o que não sustenta, uma vida em comum.9 escritos · 2 h 06 min
- Corpo, limite e cuidadoSofrimento, terapia, cansaço, dignidade e autocuidado: sete escritos para quem precisa de cuidado e para quem cuida.7 escritos · 1 h 12 min
- Natureza e interdependênciaTerritório, água, tempo e responsabilidade: nove escritos que olham o chão, o mar e o céu como parte de nós.9 escritos · 1 h 28 min
- Espiritualidade sem doutrinaSagrado, gratidão, silêncio, contemplação e presença: oito escritos que não pedem fé nem a recusam.8 escritos · 1 h 24 min
- Entrar pela literaturaMachado, Dom Quixote, Hamlet, Kipling, Leminski, Belchior e Goethe: nove escritos que passam pelos livros para chegar à vida.9 escritos · 2 h 09 min
- A obra em movimentoDo primeiro ensaio ao mais recente: uma seleção cronológica que mostra como a coleção foi ganhando formas.12 escritos · 2 h 40 min
- As Conversas do TerreiroUma fazenda, quatro vozes e a mesma pergunta em cada episódio: a série de fábulas da coleção, na ordem em que foi entrando.3 escritos · 1 h 11 min
- Medo e coragemDo medo escondido à coragem de dizer: nove escritos entre os treze que levam esse tema.9 escritos · 1 h 09 min
- Viagem e mesaDez dias na África do Sul e a cozinha como filosofia: doze escritos entre a estrada e o prato.12 escritos · 1 h 46 min
Como escolher um escrito
Três perguntas costumam bastar.
Quanto tempo você tem?
Os escritos vão de poucos minutos a mais de vinte, e a duração aparece em todos os cartões. Há uma exceção: o II, A Arte de Permanecer, nasceu para ser livro e encontrou aqui uma biblioteca para repousar. Algumas sugestões, por tempo:
Tenho cinco minutos
- A Felicidade no Ordinário
“A vida que você estava esperando começar já havia começado faz tempo.”
- A Planta Que Não Tem Dia Ruim
“Ela não pede o ideal. Ela trabalha com o que chega.”
- O Silêncio do Telefone Fixo
“Dizer não ao chamado imediato do outro é a única forma de dizer sim à própria vida.”
Tenho dez minutos
- Uma Parte de Cada Vez
“Antes de seguir apressado, pare um instante e sinta só uma parte de cada vez.”
- O Que Você Deixa Quando Parte
“A herança fica nos cartórios. O legado fica nas pessoas.”
- O Calo Que Fica Mais Forte
“Onde o osso mais doeu, o osso mais resiste.”
Tenho vinte minutos ou mais
- A Pergunta do Poço
“Se eu não souber a resposta, ainda posso participar da conversa?”
- O Chão dos Semelhantes
“Quem levanta o muro de contenção costuma ser quem já viu a água subir.”
- O Celeiro das Palavras
“Não é preciso esperar desabar para pedir ajuda.”
Quanta densidade você quer?
A ordem dos gêneros da lista acima é um guia de intensidade: instantes, mimos, ode, reflexão, manifesto, fábula, diário, eco, polis, escólio, ensaio e tratado. Não é regra, mas ajuda: num dia curto, um instante, um mimo ou uma ode; numa noite sem pressa, um escólio ou um tratado.
Por onde entrar?
Pelo que lhe der curiosidade. Se o tema chamar, entre por Temas. Se preferir ser conduzido, siga um percurso. Se tiver um autor ou um pensador na cabeça, procure em Referências.
Como uma referência aparece
Um nome nem sempre aparece do mesmo jeito. Distingo quatro modos:
- Influência. Um pensamento que moldou o jeito como o escrito pensa, mesmo quando não é nomeado a cada frase.
- Interlocução. Uma voz chamada para conversar, que pode concordar ou não. O escrito responde a ela.
- Citação. Uma ideia ou um trecho trazido com a sua fonte, para ser examinado.
- Presença temática. Um nome que aparece porque o tema o convoca, sem que o escrito dependa dele.
O índice de Referências ainda não faz essa distinção: mostra onde cada nome aparece, não como. A distinção deve entrar voz a voz, começando pelas que mais voltam, como Simone Weil e Aristóteles.
Em cada ensaio procuro vozes de quatro origens: Ocidente, Oriente, África e Brasil. A ideia é habitar essas vozes, e não só citá-las.
Como a coleção cresce
A coleção cresce por entrada. Cada escrito novo recebe o próximo número, um endereço que não muda e um lugar nos temas e nos percursos. Os gêneros também nasceram aos poucos: os instantes chegaram no CXLVI e os mimos no CLIII.
A ordem dos percursos, a lista de temas e até os gêneros podem ser revistos quando a coleção pedir. Os números e os endereços, não: quem guardou um link continua encontrando o escrito onde o deixou.
Se faltar uma porta, ou se alguma estiver no lugar errado, me escreva: santosmoises@gmail.com. A curadoria é uma conversa. Para saber quem está do outro lado, veja Autor.